Por: Luísa Olímpia e Maíra Soares

O prefeito de Pedro do Rosário (Maranhão), Domingos Erinaldo Sousa Serra, conhecido como Toca Serra, do PCdoB, afirmou que não irá fazer o pagamento aos professores e agentes educacionais referente ao retroativo das promoções, progressões e quinquênio. O motivo alegado é o chamado “tarifaço” estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil.
De acordo com o SINTASPMPR, Sindicato dos Trabalhadores na Administração e no Serviço Público Municipal de Pedro do Rosário, o prefeito se reuniu com a entidade sindical em maio. Toca Serra apresentou um acordo de que o pagamento retroativo, aguardado desde 2023, seria feito na folha do mês de julho.
Por meio do ofício 93, de 29 de julho de 2025, enviado ao sindicato, o prefeito diz que “a realidade financeira e orçamentária do município poderá sofrer drástica alteração em decorrência da política tarifária implantada pelos Estados Unidos”.
Para o sindicato, a justificativa concedida pelo prefeito seria um ‘insulto’ aos servidores da educação do município. “O que a decisão do governo dos Estados Unidos tem a ver com a folha de pagamento de uma prefeitura no interior do Maranhão? A resposta é simples: absolutamente nada. A manobra política serve apenas para mascarar a má gestão e a irresponsabilidade fiscal que se arrasta na Gestão do município”, afirma.
Em vídeo divulgado no Instagram, em 12 de agosto de 2025, o sindicato afirma que irá recorrer ao Ministério Público e às autoridades cabíveis.
A equipe da Coar Notícias entrou em contato com o gabinete do prefeito, mas, até o momento, não obteve respostas.
E o que é o tal “tarifaço”?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou tarifa de 50% aos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos a partir de 06 de agosto de 2025. Produtos como carne, café, aço e alumínio ficaram mais caros para compradores dos Estados Unidos. No entanto, a medida não inclui tarifas para outros produtos, como fertilizantes, minério, aeronaves civis e castanhas-do-pará.